terça-feira, 28 de julho de 2009

No Andar De Cima E No De Baixo

Domingo final de noite
Casa cheia na estação-pegação
O único cruising bar verdadeiro em SP

Olho o andar de cima
Uns caras encostados nas paredes
E as cabines já ocupadas

Nesse cenário
Resolvi ir para o outro andar
Pois mesmo se catasse alguém ali
Não teria onde consumar a pegação

Fundão do andar de baixo
Território dark room total
Ao meu lado
Percebo um gostoso dando para alguém

Me aproximo para investigar
Nisso percebo que o passivo
Está usando um jockstrap de couro
E meu radar-fetiche
Dispara loucamente

Meio que entro no meio da coisa
E sinto a receptividade do passivo
Logo o ativo vai embora
E é minha vez de comer o cara

Ele é bem mais gostoso
Do que eu achava
Provavelmente me ignoraria
Em outra situação

Cumprido o meu papel
O passivo insaciável
Acha outro
E fica se escorando em mim
Enquanto dá para o terceiro
[Terceiro que eu vi]

De repente
Vejo que o passivo
É bem mais aventureiro
Do que minha vã inocência imaginava

Nada mais, nada menos
Ele estava sendo fistado
No meio do dark

Fiquei na dúvida
Se ele e o outro já se conheciam
Pois ser fistado
Por um anônimo
No meio de um dark
Me pareceu além
Dos limites da prudência

Volto pro andar de cima
Já é tarde
Mas estou à caça ainda
Para o capítulo final

Reconheço o cara
Que deve ter terminado
Sua sessão de fisting
No andar de baixo
Realmente era um partidão
E ele continua sua caça implacável

Passeio pelo lado das cabines
Não acho nada que me interesse
Ou que se interesse por mim

Observo os outros pegantes
Tem um rapaz novinho
Bonitinho etc
Não é meu tipo ideal

Vejo ele se fazer de desentendido
Com os caras que o caçam
Ou talvez fosse tímido mesmo

Mudo pro outro lado
Do andar de cima
O que só abre
Nos dias mais cheios

Estou num dos cantos
E ao lado 2 caras
Estão se pegando à toda

Não estou interessado em me envolver
E acho que nem eles querem
Mais um tempo
E o rapaz bonitinho cola na parede

Eu não vou em cima
É bonitinho e gostosinho
Mas não é o tipo
Que vou correr atrás

Passa um tempo
Ele deve perceber
Que eu não vou atacar

Então ele perde a timidez
Ou bateu o desespero
Ele se coloca ao meu lado

E começa a me pegar
Aí também eu não sou de rejeitar
Começa a dança da putaria

Mão nas calças
Mão no peito
Mão no pau
Mão na bunda
Beijo na boca

O tímido perde toda a timidez
E deixa ser virado
De costas para a parede
E abaixa as calças e cueca

Ele dá até gozar
É simpático comigo
Continua a me beijar
E me acariciar
Até chegar a minha vez de gozar

Falamos 2 ou 3 frases
Pós-gozada
E seguimos nossos caminhos
Passando da intimidade imediata
Para o desconhecimento completo

2 comentários:

Discípulo disse...

esse é o espírito da coisa!

petulante disse...

o que eu tenho de curiosidade, me falta em coragem de ir... e olha que meus pudores já se foram faz tempo!